Foto:Edmundo Ubiratan | Fotos: Divulgação
06/10/2019 14:59
Mitsubishi obtém novo acordo para o SpaceJet
Sem expectativa para certificação. Fabricate japonês assina contrato para até 100 aviões com companhia regional dos EUA

A Mitsubishi Aircraft e a norte-americana Mesa Airlines assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para até 100 SpaceJet M100. O acordo é o primeiro passo para o início de uma negociação formal para um pedido firme, o que poderá ocorrer nos próximos meses. O documento prevê um futuro pedido firme para 50 aviões, com outras 50 opções de compra.

O anuncio foi feito durante a conferência anual da Regional Airline Association (RAA) realizada este ano em Nashville, no estado do Tennessee. O pedido caso confirmado poderá representar o primeiro grande acordo para a Mitsubishi desde que optou por mudar a estratégia de mercado para seu primeiro avião comercial. Anteriormente oferecido como MRJ, acrônimo para Mitsubishi Regional Jet, a família previa dois aviões, para 70 e 90 passageiros, respectivamente. Uma série de atrasos que acumulam mais de sete anos, somado a mudança no mercado regional, que inclui a entrada da Airbus e Boeing no segmento, levou a fabricante japonesa a rebatizar o projeto como SpaceJet e priorizar o modelo e 90 lugares. Recentemente a Mitsubishi também adquiriu o programa CRJ da Bombardier, passando a contar com uma aeronave regional na faixa de 50 assentos.

 

O M100 terá capacidade para até 76 assentos, atendendo as regras da aviação regional dos Estados Unidos, que limitam o tamanho máximo das aeronaves a jato destinadas ao mercado regional. Um dos destaques do modelo é ser o único com capacidade inferior aos 80 lugares desenvolvido na última década. Além disso, apenas o E175-E2 oferece capacidade, alcance e custos semelhantes, mas não permite uma versão menor, para até 50 pessoas.

Sob os termos do MoU, as entregas para a Mesa Airlines devem ocorrer a partir de 2024, mas o modelo ainda depende de ser certificado. A campanha de ensaios está em fase avançada, mas a Mitsubishi não confirmou a data esperada para homologação pela FAA.

Texto/Fonte: Boletim Semanal AERO Magazine